Produtividade ou gestão?

Produtividade ou gestão?

Desde a instalação da crise econômica, diversos eventos empresariais e acadêmicos têm apresentado a produtividade como tema, principalmente no varejo. Desde a instalação da crise econômica, diversos eventos empresariais e acadêmicos têm apresentado a produtividade como tema, principalmente no varejo. Palestras e debates de forte viés econômico-financeiro, com pitadas de tecnologia e, ao longe, a questão de pessoas. Fala-se quase nada sobre processos. Se em momentos de estabilidade o tripé da gestão empresarial “Tecnologia + Processos + Pessoas” precisa funcionar adequadamente, imagine em tempos de crise.  Nesse contexto, a palavra-chave talvez nem seja “produtividade”, mas sim “gestão”, como elemento capaz de equilibrar esse tripé em seus aspectos estratégicos e tático-operacionais. Sem capacidade de planejamento e gestão, dificilmente se obtém ganhos consistentes de produtividade e corre-se o risco de ganhar hoje perdendo amanhã. Considere, por exemplo, a área de planejamento e gestão de mercadorias das empresas de varejo, que precisam maximizar o retorno dos investimentos em estoques, usualmente medido pelo GMROI (Gross Margim Return on Investment). Se diversas análises sugerem que, em média, 50% do capital de giro de um varejista é imobilizado em estoques, então como falar em produtividade no varejo sem analisar detalhadamente a eficiência desse investimento? Nessa área a gestão tende a ser fortemente baseada no feeling, dificultando a visão do apoio que a tecnologia pode trazer à gestão dos negócios. Lidar com tecnologia, em especial plataformas de planejamento e gestão, sempre foi um desafio aos varejistas, principalmente aos de pequeno e médio portes. Mas dificilmente se consegue maximizar os resultados em estoques sem o apoio adequado de tecnologia. O trabalho em volumes de estoques, margens, pricing,...

Check-list ter ou não ter, eis a questão!

Ferramenta tão simples e tão pouco usada. Avalio minha experiência em lojas, cafeterias e restaurantes sob a ótica da correta execução ou inexistência de um bom check-list. Não raro vamos a um restaurante ou cafeteria e identificamos que a mesa esta balançando, uma janela que não fecha direito, ou até mesmo um sofá com problemas na área de espera… Luminosos queimados ou até mesmo faltando uma letra também não é raro de se encontrar… O check-list deve ser implantado para que antes mesmo da abertura do estabelecimento ao público tudo possa ser checado, bem como estipulado um prazo para as medidas corretivas e/ou preventivas. Tudo fica na imagem do cliente, todos estes pequenos detalhes marcam a experiência de compra e por muitas vezes fazem o cliente não voltar mais. Um restaurante que tem uma tampa de privada e/ou uma torneira em manutenção, que imagem passa ao cliente. – Se nem o banheiro eles cuidam o que pensar da cozinha. O grande pecado do varejo é descuidar o que fica evidente aos olhos de quem quer ter uma boa experiência. Experiência é tudo, é uma questão de curtir, de compartilhar, e cada vez mais de forma voraz os clientes compartilham e propagam estes pequenos deslizes de um varejo sem check-list. O uniforme do atendente, o cabelo preso, a barba bem feita, o sorriso sincero, enfim detalhes que revelam a relação entre o varejista e seus clientes internos, seus colaboradores. Como fazer com que o check-list de fato seja cumprido e seja uma ferramenta eficaz se não cuidarmos de nosso pessoal interno, se não tivermos primeiro o dever de casa feito,...

Tecnologia possibilita ao varejista identificar as melhores oportunidades de venda

Chamadas “horas quentes” são os momentos com maior fluxo de pessoas na loja Todo varejista sabe qual o período de maior faturamento da sua loja. Mas, e quando, de fato, existem as melhores oportunidades de vendas, ou seja, as “horas quentes”? De acordo com Caio Camargo, diretor de Relações Institucionais da Virtual Gate, empresa especializada na contagem de fluxo de pessoas em lojas, o horário de maior número de vendas não é necessariamente o das melhores oportunidades. “O conceito de horas quentes não se baseia em vendas ou cupons emitidos, mas sim no volume de pessoas que entram no ponto-de-venda a cada hora”, explica. A Virtual Gate analisa diariamente o fluxo de mais de 3.500 pontos. A tecnologia utilizada pela empresa possibilita ao varejista, entre outras coisas, identificar o momento com mais possibilidades de venda. “Por meio desta informação, é possível preparar de maneira adequada a equipe de vendas, com um número satisfatório de vendedores para atender adequadamente ao cliente. Pequenos ajustes como esse podem trazer resultados positivos em vendas acima de 10%”, comenta. Outro ponto importante do conhecimento da “hora quente” é o correto dimensionamento da operação de checkout da loja. “Um dos principais motivos de ruptura no varejo é a fila no caixa. Por outro lado, manter profissionais ociosos nesta área da loja, pode significar prejuízo. Se houver um profundo conhecimento por parte do lojista de suas horas de maior fluxo, essas adequações são possíveis”, destaca. Camargo avalia ainda que esse conhecimento é importante também para outras ações. “Entendendo a real demanda por meio do fluxo de consumidores, ou seja, suas “horas quentes”, o varejista pode criar...
21 dicas para montar a vitrine da sua loja

21 dicas para montar a vitrine da sua loja

Confira 21 dicas do Sebrae para montar a vitrine da sua loja. Espaço bem planejado amplia as chances de atrair o consumidor. Mais do que a cara ou o cartão de visitas da loja, a vitrine é um dos principais recursos de comunicação do varejo com seu público-alvo, segundo o especialista do Sebrae Fabio de Azevedo. Se ela for bem pensada e planejada, a vitrine amplia as chances de atrair o consumidor.   De acordo com o consultor do Sebrae-SP Gustavo Carrer, uma vitrine bem trabalhada pode chamar mais atenção que cartazes do tipo ‘Promoção’. No entanto, se mal trabalhada, pode afastar clientes. Para ajudar na composição da vitrine, o Sebrae-SP recomenda 21 dicas para montar a vitrine da sua loja.   Confira:   1 – Trabalhe dentro do espaço disponível Um erro comum é amontoar muitas coisas na vitrine dificultando o foco nos produtos. Não tente mostrar tudo o que você vende, apenas as categorias ou estilos de produto. Organize os objetos em grupos, quando os produtos forem pequenos, e exiba os itens grandes, assim o conteúdo da vitrine será facilmente visualizado de longe. No entanto, não a deixe muito vazia.   2 – Venda o que você estoca Outro erro comum é exibir o que não está disponível na loja. Essa prática deixa absolutamente furiosos alguns compradores. Por que fazer inimigos? Exiba esses itens, porém com pequenas placas explicando o que são. Use frases como: “ preço especial – última unidade!”   3 – Evite Vendas “permanentes” Promova vendas e outros eventos especiais com grandes placas. Mas remova-as quando os eventos terminarem. Do contrário, você arruinará sua...
Como transformar dados em informações relevantes

Como transformar dados em informações relevantes

As empresas têm dados aos montes. Difícil, é tirar informação deles. A concorrência entre produtos é cada vez maior em supermercados. Por isso, tanto indústria quanto distribuidores precisam estar atentos a diversos indicadores que mostram como está a atuação da marca no ponto de venda. São critérios como preço, presença, número de frentes, produtos danificados ou próximos da data de validade e índice de ruptura, entre outros. Fazer a coleta de todas essas informações de forma manual é possível. Entretanto, atualmente existem softwares de trade marketing que facilitam a vida para gestores e promotores de vendas. Sem a tecnologia, o processo se torna muito mais lento e trabalhoso – o promotor coleta os dados em uma folha de papel e, no final do dia, compila as informações em uma planilha e envia para seu supervisor.Ter esses dados escritos em planilhas estáticas demanda tempo dos gestores na produção de relatórios. Algumas empresas, com grandes equipes de campo, chegam a levar de 7 a 15 dias para consolidar um relatório de ruptura ou preços, por exemplo. Será que este dado servirá realmente para uma tomada de decisão? O que é um preço de sete dias atrás? Os gestores precisam de velocidade para que possam realizar ações combativas em tempo hábil. Um problema ainda maior e bastante comum é exigir o preenchimento destas informações por parte da equipe apenas para tê-las arquivadas – sem analisar de fato o que os dados revelam. Isso não traz nenhum tipo de ganho para a empresa. Por isso, é fundamental o uso de softwares de gestão de trade marketing. Com um smartphone, as informações coletadas pela...
Lojas containers de batata gourmet são nova franquia brasileira

Lojas containers de batata gourmet são nova franquia brasileira

As populares batatas fritas, normalmente um acompanhamento nos cardápios, agora são protagonistas das refeições. Essa é a proposta da rede de fast-food brasileira Batatóp (www.batatop.com.br), que aposta nas versões palito e noisette como carros-chefe do negócio. A empresa, fundada em 2013, vai inaugurar sua primeira franquia no mês de novembro, em Blumenau (SC).As lojas têm o formato de containers metálicos similares aos de portos, que ocupam pouco espaço – normalmente são instalados em estacionamentos, supermercados, terrenos ou qualquer pequeno espaço em área livre e descoberta – e têm mobilidade. “O franqueado pode vender batatas na praia, no verão, ou em Campos do Jordão, no inverno, por exemplo”, diz Alessandro Scapol, diretor da Batatóp. O produto é vendido em cones, com recipientes para várias opções de molhos, como mostarda com mel, barbecue e queijo cremoso. A versão palito custa R$ 10 e a noisette, R$ 12. “Percebemos que no Brasil não havia consumo exclusivo de batatas fritas como refeição e apostamos nesse nicho de mercado”, conta Scapol. Para se adaptar ao gosto dos brasileiros, a empresa desenvolveu um óleo vegetal especial que deixa as batatas mais sequinhas e saudáveis, além de conservar sua crocância por mais tempo. “A receita é segredo”, brinca o idealizador da marca. O investimento inicial parar abrir uma franquia da Batatóp é de R$ 100 mil, inclusos taxa de franquia e capital de giro. São cobrados 5% de royalties e 2% de fundo de propaganda. “Só precisamos de sistemas hidráulico e elétrico para levantar uma unidade em 45 dias”, explica Scapol. O tempo de retorno é de 12 a 18 meses e o faturamento gira em...